O Copom, o comitê do Banco Central que define os juros, manteve a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4). A decisão foi unânime entre os 7 membros e interrompe uma sequência de cinco cortes seguidos, que levaram a taxa de 15% para 13,75% entre março e setembro.
Por que o Banco Central parou de cortar
A inflação voltou a preocupar. No comunicado, o BC diz que o cenário lá fora piorou com o prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, que empurra para cima o preço do petróleo e dos derivados. Aqui dentro, a inflação acelerou e está acima do teto da meta, que é de 4,5%. Em 12 meses até setembro, o IPCA ficou em 4,58%.
As projeções também subiram. O Copom agora espera IPCA de 5,6% em 2026 e de 4,7% em 2027. No mercado, o boletim Focus aponta 5,2% e 4,8%.
Ao mesmo tempo, a economia está perdendo força, e o mercado de trabalho já dá sinais de desaquecimento. O BC chamou o momento de “cenário desafiador”, que pede “serenidade e cautela”, e não disse quando os cortes podem voltar.
Para quem tem dívida
O crédito segue caro. O juro médio do rotativo do cartão chegou a 451,7% ao ano em setembro. Esse número é uma projeção anual, e a lei limita juros e encargos do rotativo e do parcelado da fatura ao valor original da dívida. Mesmo assim, R$ 1.000 podem virar R$ 2.000.
Por isso, ataque primeiro a dívida mais cara. E, se o seu contrato tem taxa fixa, a decisão de hoje não muda a sua parcela.




